14 de fevereiro de 2008

O dia dos namorados

Ao contrário do que a vara de leitores pensa, eu não estou prestes a odiar o dia dos namorados, com todo o seu romântismo artificial, e apelo ao consumismo não ponderado.
Não, isso já foi feito centenas de vezes e eu estou aqui é para odiar onde nunca nenhum homem odiou.
Vou aproveitar o dia dos namorados para odiar uma coisa que muitos homens com e sem namorada se esforçam por atingir: uma boa performance na cama.

Eu sou mau na cama...

Agora que vos chamei a atenção, completo a frase: ... na perspectiva da gaja, porque deixem-me dizer que na minha perspectiva sou um deus do sexo. Nunca participei de uma sessão de pinanço da qual eu saísse insatisfeito, logo tenho um factor de satisfação de 100%. Minhas morsas, 100% é perfeição. No meu ponto de vista (que é o único que interessa) eu sou a máquina de coito mais perfeita à face da Terra.

A grande maioria das pessoas mede a performance sexual do homem, de acordo com a satisfação da mulher. Ora bem, isto é o mesmo que comer uma coxa de frango e perguntar ao galináceo se ele gostou. Se ainda vos parece lógico enveredarem em grandes acrobacias, ao ponto de sofrerem um estiramento na sarda, só para agradar à gaja que vos seguiu para a cama, então sois obviamente rotos. E se não acreditam em mim, ao menos acreditem na comunidade científica:




Outra vantagem inerente de eu não me esforçar nem um bocadinho para agradar sexualmente a uma gaja, são os carinhos. Eu odeio os carinhos. Se há coisa mais rota no mundo é um gajo acabar de abrir as comportas do petroleiro do prazer, e ter de fazer carinhos.
Eu encontrei a solução para evitar isto: Preocupo-me só em dar a descarga, o que geralmente demora menos tempo do que ela desejaria, e num único movimento executado a grande velocidade, desengato a roulote e viro as costas à gaja. Isto invariavelmente deixa a gaja tão surpreendida com o facto de já ter acabado, que nem sequer tem tempo de reacção para me tentar abraçar ou fazer festinhas. No caso daquelas gajas com mais perseverança, que mesmo depois deste tratamento de choque ainda me tentam abraçar por detrás, recorro ao meu arsenal de flatulência. Se o ôbus isolado não funcionar, recorro ao carpet bombing, e geralmente os efeitos são devastadores.

"Então mas oh Mete Nojo, se tu as tratas assim na cama, elas depois não querem pinar mais contigo."
E então deficientes? Pinar mais do que uma vez com a mesma gaja, aproxima-se perigosamente de uma relação para meu gosto. Além disso, tenho o meu orgulho. Prefiro andar 6 meses a colar páginas centrais da Playboy do que fingir que estou preocupado com a satisfação sexual das minhas parceiras. Posso ser um porco egoísta, mas ao menos sou honesto.

Se estás a ler isto e estás a espumar da boca por achares que eu sou um machista, então és burro/a. Eu sou é egoísta, e a única razão porque trato assim as mulheres é porque é com elas que dou stickadas. Se eu fosse para a cama com gajos, hermafroditas ou balcões de mármore, tratava-os exactamente da mesma maneira.


dedicado a LN

8 de fevereiro de 2008

Filmes intelectualóides

Quando a grande maioria das pessoas diz que vai ao cinema significa que vai engolir qualquer trampa Hollywoodesca numa dessas grandes superfícies comerciais. Eu odeio trampa Hollywoodesca, com os seus valores enlatados e tetos de silicone em gajas que têm o talento de uma mula. Mas um dia descobri o cinema intelectualóide, e cheguei à conclusão que há uma razão porque Hollywood tem tanto sucesso:
PORQUE HÁ MERDAS PIORES!

Pois é, talvez fosse uma hipoglicémia galopante ou insanidade temporária, mas o que é certo é que faz uns meses decidi começar a assistir a cinema independente. Descobri uma sala onde passavam filmes que as salas das grandes superfícies comerciais rejeitavam, e convencido que estava a tornar-me uma pessoa mais culta, lá fui eu um pouco menos mal disposto que o normal. Durou pouco.

Na minha primeira investida no mundo do celulóide chunga escolhi um filme turco, de seu nome "Climas".
Nem 15 minutos tinham passado e já eu rebuscava os meus bolsos à procura de uma lâmina para cortar os pulsos e terminar com a minha miséria. "Climas" faz jus ao seu nome e consegue realmente criar um clima:

TÉDIO!

Tédio de densidade tal que naquela sala até uma barra de chumbo flutuaria. Se os planos de 5 minutos da perna de uma cama enquanto duas das personagens pinam (se bem que fiquei na dúvida se estavam a encoitar-se ou a discutir a conjuntura da península da Anatólia, tal era a falta de paixão com que se entregavam à tarefa) ou a natureza patética dos protagonistas não chegam para entediar um fã hardcore de cinema alternativo, então a total inexistência de progressão do argumento durante aqueles 101 minutos de tortura, concerteza o farão.
Falta de progressão do argumento? Sim, ouviram bem. Se conseguirem aguentar durante o filme todo sem adormecer ou acabar com a própria vida, então serão presenteados com um final que deixa tudo exactamente como estava no início. Que belo desperdício de 100 minutos da minha vida.

Após este primeiro ensaio, recusei-me a acreditar que o cinema alternativo era todo assim. Pensei que fosse azar de principiante, mas de qualquer forma decidi matar a pessoa que me tinha aconselhado tal monte de trampa cinematográfico. Assim que enterrei o cadáver decidi tomar o assunto nas minhas próprias mãos. Consultei um site de crítica de cinema e escolhi um filme underground com boas críticas.

Big fucking mistake.

Cometi o erro (reparem no uso do paradoxo) de escolher uma adaptação francesa de "Lady Chatterley's lover" de D.H. Lawrence. Sim, fui ver o nome do autor à wikipédia - saber estas coisas de cor é roto.
Este filme bateu o anterior aos pontos no que toca a coisas ridículas. Comecemos pelo factor tédio, com o qual "Climas" tinha atingido um patamar que eu ignorava ser possível alguma vez outro filme ultrapassar. Enganei-me (lá está, o paradoxo outra vez. Eu sou mesmo bom nisto das figuras de estilo) redondamente. "Lady Chatterley" consegue entediar o funcionário da CP que anuncia as estações nas quais pára o suburbano, e não demora mais de cinco minutos a fazê-lo. Para isso utiliza as seguintes armas:

1.- Cenas inúteis: Sempre sonharam ver um filme onde o processo de tirar as espinhas a um peixe tem cerca de 5 minutos de tempo de ecrã, sem qualquer diálogo que o suporte? Pois então não esperem mais, Lady Chatterley é o filme ideal para vocês. Caso essa perda de tempo não chegue para realizar o vossa fantasia inútil, então talvez os 10 minutos de caminhada que Lady Estúpida faz de cada vez que vai pinar com o caseiro vos satisfaçam. Devo dizer que não tenho nada contra cenas paradonas ou sem diálogos, DESDE QUE TRAGAM QUALQUER COISA À HISTÓRIA!

2.- Diálogos praticamente inexistentes: A personagem de Lady Deficiente não é grande faladora. O mesmo se pode dizer do seu parceiro sexual, que durante o filme todo é gajo para dizer 5 frases. O único que ainda diz umas coisitas é o aleijado do marido, mas também pudera, com um par de cornos daquele tamanho não podia ficar calado.

3.- Este filme dura 168 minutos: Não, não pus um dígito a mais na duração do filme. Esta trampa arrasta-se por quase três horas, e no fim nem sequer pede desculpa por três horas da nossa vida perdidas para sempre. Alguém explique ao senhor realizador desta barda, que um romance de época não é a porra do Senhor dos Anéis.

O mais incrível deste filme é que no meio deste mar de tédio somos confrontados com ilhéus de puro choque. E digo isto no sentido negativo. Apenas vos vou descrever uma cena, porque isto já está a ficar comprido demais:

Imaginem Lady Chatterley a pinar com o caseiro contra uma árvore. Ambos têm a agilidade de um camião TIR com problemas de óleo e o savoir faire de uma criança de seis meses, o que elimina todo o erotismo que a cena poderia ter. Os dois terminam o serviço, caem para o lado e adormecem. Aqui entra mais uma vez o factor cena inútil, e em vez de sermos salvos pelo clássico fade-out e mudança de cena, temos de gramar com dois idiotas a roncar no meio da erva durante 5 minutos.
Quando finalmente Lady Porca se levanta do seu torpor, apercebe-se que - e preparem-se porque é inacreditável que isto faça parte de um filme - tem a cóina cheia de gosma do caseiro, saca de um paninho, alça a perna e procede à limpeza da franga. Se houvesse algum gajo naquela sala que tivesse ficado com o mastro hasteado à conta da cena de sexo, então de certeza que naquele momento ficou mais flácido que as bochechas do Mário Soares. Não fosse esta cena já perto do final do filme e eu aposto que ainda poderíamos assistir a Lady Nojenta a arriar o calhau para a câmara.

Terminado este suplício rendi-me às evidências e comprei um bilhete para o Homem Aranha 3, que apesar de ser um belo monte de trampa Hollywoodesca, ao menos não tem uma cena em que a Mary Jane limpa a cóina da gosma do aranhiço.

Se estás a ler isto e achas que os filmes que mencionei são grandes obras de arte, espero que nunca te reproduzas.


Para quem tem curiosidade mórbida aqui estão os links da Internet Movie Database para os dois filmes que acabei de odiar:
Climas | Lady Chatterley

10 de janeiro de 2008

Cães de raça pipi

O cão. O melhor amigo do Homem - segundo alguns falhados que não conseguem fazer amigos entre as gentes de duas patas - tem-no acompanhado ao longo da civilização, qual companheiro inseparável e sempre disponível para tudo. E como é que o Homem lhe paga?

Transformamo-los em montes de merda com pelos.

É isso mesmo que leram, hoje em dia existe um sem número de raças de cães cujo único propósito é aumentar a quantidade de pedaços de trampa com locomoção própria existentes. Como é que isto é possível? Para percebermos o enquadramento desta situação temos de recuar 10.000 anos no tempo e começar pelo início:

***************SEPARADOR DE NATUREZA CRONOLÓGICA***************

O cão primitivo era um bicho fodido, com mais dentes que células cerebrais e capaz de arrancar uma pata a si próprio se esta por acaso se lhe atravessasse no caminho. Matilhas destas criaturas dignas de um pesadelo dantesco, lançavam o caos entre os nossos antepassados, matando e comendo pedaços importantes de um gajo sem sequer dizerem "com licença".
O Homo Sapiens, pôs o seu cérebro de grande primata a funcionar e chegou à conclusão que a melhor maneira de resolver o problema era convencer o cão a juntar-se a ele.
Na base de muita bordoada, recompensas gastronómicas e na selecção dos elementos menos homicidas do grupo de canídeos, o Homem lá conseguiu que o cão deixasse de ter como maior prioridade na sua vida a dentada na jugular do dono. As coisas até começaram a correr bastante bem, porque se descobriu que o cão ajudava a defender o Homem dos outros canídeos não domesticados, além de ser útil no pastoreio dos bichos com cornos que o Homem curtia almoçar.

Faço agora um fast forward cronológico até ao presente:
Entrámos na idade do bronze, seguida da do ferro, Alexandre o Grande distribui molho por todo o mundo antigo, os Romanos seguem-lhe o exemplo, as invasões bárbaras redifinem o conceito de bordoada, na idade média faz-se do não tomar banho uma arte, os Mongóis invadem a Europa e é um festival de sovanço, o Renascimento põe travão na masculinidade dos homens porque os põe a pensar na vida, a Era indústrial inventa novas maneiras de nos matarmos uns aos outros, entra o século XX e é porrada generalizada pelo mundo na forma de duas guerras mundiais. E então o cão fodeu-se.

***************SEPARADOR DE NATUREZA CRONOLÓGICA***************

E perguntam vocês "porquê"? Porque o Homem deixou de ser atacado pelos bichos do mato, e o cão perdeu a sua função de guarda, ganhando o estatuto de bibelot peludo que caga nos tapetes.
Isto fez com que pessoas sem mais nada que fazer começassem a utilizar a selecção artificial para transformar o cão no maior paneleiro do mundo animal.
Ao fim de algumas décadas a amaricar o canídeo, um dos resultados foi este:



Sim, este roedor é um cão, da famosa raça Chihuahua. Este pedaçito de trampa é o reflexo de dezenas de anos de mariquice concentrada e refinada, da qual um grupo de criadores se sente extremamente orgulhoso. Odeio criadores. O mais triste disto tudo é que o próprio animal ainda não se apercebeu que é uma caricatura de um cão, e age como se fosse um tipo duro na presença de outras raças de cães, situação esta que invariavelmente termina com os orgãos internos do bicho espalhados por todo o lado.
Mas o Chihuahua não está sozinho no que toca a cães de algibeira. Vejam esta parada de palhaços de 4 patas:


O clássico cão de peluche. Acabei de me aperceber que fui dono de um bicho destes durante cerca de uma década, mas nunca me apercebi que era um cão. Eu bem me parecia que não era normal que a esfregona me mordesse de cada vez que limpava a casa de banho com ela, mas como sou um tipo rijíssimo até me sentia orgulhoso por ter utensílios de limpeza maus pra camandro.
A existência destes cães só se justifica se algum dia as ovelhas se extinguirem. Até lá, era abatê-los a todos.



Este cão é um belo exemplo da conjugação de duas tendências clássicas na criação de cães:
A tendência de criar cães de tamanho diminuto, ideiais para manter num apartamento, e a tendência de os fazer ter cara de parvos.
Já não chegava ser um cãozinho pequenino mete nojo, ainda tinha de ter uma fronha capaz de fazer um monge budista quebrar os seus votos de não-violência.
Voto na erradicação desta aberração.



E que dizer disto? Como é possível que um animal que faz uns milhares de anos esmagava espinhas dorsais de grandes ungulados à dentada, agora tenha 10 cms de altura e FRANJA! Esta Britney Spears canina devia ser proibida de pinar de forma a não espalhar os seus genes ridículos.









Confrontado com a dura realidade, cheguei à conclusão que a melhor maneira de derrotar estes cães arraçados de zooplâncton é criar a minha própria raça. Apresento-vos o Metenojês:

Como devem ter reparado, eu tive aulas de desenho com Leonardo Da Vinci tal é a qualidade deste esquemático. Segue-se a legenda:

1.- Uma das características mais proeminentes do Metenojês é a sua dentição. Estas adagas mortíferas são capazes de dilacerar tudo o que tenha menor densidade que o titânio, e vêm com uma garantia anti-risco de 2 anos. Para obter este efeito, o Metenojês foi criado utilizando genes de tubarão e de um Honda Civic.

2.- A língua do Metenojês é de pequenas dimensões, porque para este animal, manifestar afecto não é lamber a pessoa, mas sim abster-se de a desfazer em pedaços.

3.- Olhos de raio-X. Não porque sejam úteis, mas porque é fixe, e bastante mais fáceis de desenhar.

4.- O Metenojês não usa coleiras pipis. O Metenojês prefere um cinto de explosivos, para aqueles momentos practicamente impossíveis em que algo esteja prestes a dar cabo do coiro ao bicho. É o que se chama perder com estilo.

5.- Placas de urânio empobrecido revestem o Metenojês, de forma a aumentar as probabilidades de sobrevivência do canídeo na presença de artilharia anti-tanque. Metenojeses serão usados como carros de assalto nas guerras do futuro.

6.- Quadro de pontuações do Metenojês. Em cima regista-se o número de vítimas bipedais, e em baixo o número de vítimas de 4 patas.

7.- Cofre-forte onde o Metenojês guarda o júnior. Pode parecer um bocado roto usar um cinto de castidade, mas só diz isso quem não conhece as duas razões para tal aparato:

  • O Metenojês tem a libido de duas companhias do exército regular isoladas em combate há três meses, mais a libido das tripulações de duas traineiras de pescadores na faina do bacalhau há meio ano. É-lhe totalmente indiferente a espécie/género/modo de locomoção dos seus parceiros sexuais, visto que quando lhe dá a vontade, tudo num raio de 200 metros é sodomizado, inclusivé objectos inanimados.
  • Ser encoitado pelo Metenojo é tão saudável como tentar agarrar um obus em pleno voo. Com os dentes.
Esta espécie está tão regadinha de testosterona que mesmo as fêmeas desenvolvem tomates ao fim de alguns meses de vida. Isto cria alguns problemas reprodutivos, mas o Metenojês está-se basicamente pouco lixando.

8.- A cauda do Metenojês cumpre dois propósitos: Por um lado serve de malho para o incauto idiota que se aproxime demasiado, por outro serve para abrir mines. Mines é fixe.

Portanto assim que tomar de assalto um laboratório de genética, vou fazer esta maravilha de quatro patas e soltá-la numa exposição canina.

Se estás a ler isto e o teu cão se chama Fifi ou Pantufa, e não é um mastim de 70 quilos, prepara-te que o primeiro Metenojês que sair da fornada vai-te fazer uma visita.

3 de janeiro de 2008

Roupa

Só há um tipo de gaja que eu gosto: a gaja nua. Não admira que odeie a indústria têxtil e os lobbies associados, que são o único entrave a um dia ser lei as mulheres terem de andar nuas na rua.
No entanto, isto não passa da minha pila a falar, e se eu desse ouvidos ao Zézito, a esta hora era procurado em 3 continentes diferentes por assédio sexual. O problema é que mesmo ignorando o que o meu apêndice lúdico tem para dizer, não consigo deixar de odiar a cultura que se gerou à volta da roupa.

Este ódio começa logo por se manifestar em relação ao local de venda da roupa. Não, não estou a falar da feira cheia de ciganada e roupa contrabandeada/falsificada. Estou mesmo a falar daqueles sítios que infestam os centros comerciais, tal e qual uma colónia de fungos nas traseiras de um frigorífico de um restaurante fechado pela ASAE: As lojas de roupa.

Presumo que toda gente que está a ler isto já tenha entrado numa, visto que até vocês suas bestas primitivas precisam de se vestir. Eu sei que para gente com o QI da temperatura rectal é difícil não ficar hipnotizado com todas as luzes com as quais somos bombardeados quando entramos num centro comercial, mas se o conseguirem irão concerteza reparar na "música" que nos servem quando entramos num loja de roupa. Estas vibrações do ar a que chamam de música são o equivalente musical de uma granada de fragmentação. É-me bastante complicado escolher um par de calças, quando a minha maior preocupação é evitar engolir a língua durante os ataques epiléticos que aquela merda me causa.

Quando me lembro de levar tampões para os ouvidos, consigo finalmente concentrar-me na escolha da roupa propriamente dita, mas invariavelmente dou comigo a pensar se me enganei no caminho e vim parar a uma lixeira municipal. Digo isto porque a roupa parece que saiu directamente de um contentor do lixo estacionado à porta de um centro de acolhimento de jovens delinquentes.
Quando me dirijo às empregadas no meu tom simpático "Oh estúpidas, dêm-me calças de homem!", sou presenteado com um monte de trapos que talvez nos anos 90 tenham sido calças, mas que agora não merecem sequer estar no balde de uma mulher das limpezas de uma casa de banho pública.
O que mais me chateia é que nem depois de ter dado nas trombas a meia loja, me faço entender. Pelos vistos para a maioria das pessoas que está empregada numa loja de roupa o conceito "eu estou-me a cagar para se é moda ou não, quero roupa sem buracos!" é totalmente incompreensível.
O mais ridículo disto tudo é que as massas querem roupa que parece saída do tracto digestivo de um bovino para parecerem rebeldes. Minhas grandes morsas, vou-vos mostrar a definição de rebelde:

rebelde

do Cast. rebelde

adj. 2 gén.,
  • que se revolta;
  • que faz oposição;
  • insurgente;
  • indomável;
  • teimoso;
  • Portanto, irem a uma loja e gramarem qualquer merda que vos ponham nas mãos só porque é moda, não é ser rebelde, é ser apenas mais um búfalo na manada. Se querem ser rebeldes, ponham uma bóina ridícula, agarrem numa G3 e vão para uma selva tropical de um país miserável qualquer tentar fazer uma revolução comunista por via armada. Garanto-vos que não só andarão com a roupa toda rota, como também não terão de pagar nada por isso.

    Isto traz-me ao ponto seguinte, não por alguma sucessão lógica de ideias, mas porque me apetece: Slogans na roupa.
    É impressionante a quantidade de balelas que as pessoas estão dispostas a ter escritas na própria roupa. Para começar, só o facto de se levar o nome da marca escrita em letras garrafais numa camisola já devia dar direito a desconto no preço do artigo. Que eu saiba, ser um cartaz ambulante é ainda uma profissão com direito a ordenado.
    Depois temos as frases que algum Neandertal no departamento de marketing da marca achou que eram "fixes" de se pôr numa t-shirt. Barbaridades do estilo:
    "Urban style rebels"
    "Street crew est. 1985"
    "Youth spirit style"

    Mas porque é que estas trampas vazias de significado proliferam por tudo o que é t-shirt e camisola? E porque é que têm de ser em inglês??? Por mim era proibido essas merdas, e se queriam pôr frases com a profundidade de uma tia de Cascais, então tinham de as escrever em português. Algo assim:
    "Estilo da malta fixe lá do bairro"
    "Pessoal jovem com espírito. Fundado em 1986"
    "Somos tão fixes que até dói"

    Uma alternativa mais abstracta a estas frases sem sentido são os números. Tudo o que é gente já teve pelo menos uma t-shirt com a porra de um número gigantesco estampado ou no peito ou nas costas. O curioso é que nunca ninguém se interrogou "qual é o significado do número que ando a passear no peito todos os dias?". Eu digo-vos, é o número de neurónios de quem não se importa de ter um número na camisola.

    Esta merda deste artigo já está a ficar tão comprido que já o odeio só por isso, mas não consigo parar de me lembrar da quantidade de coisas ridículas que há na roupa. De qualquer forma, vou-me controlar e apenas vou falar de mais um pormenor: caracteres chineses/japoneses/cirílicos.
    Se não saber o que os números significam é mau, então passear uma frase em chinês no meio da rua é ridículo. Já se aperceberam que os cóinas dos chinocas podem muito bem andarem-se a divertir a exportar roupa para a europa com frases do estilo:
    "Eu levo no labinho honolávelmente"
    "Confúcio diz: se tens loupa com esclitos que não sabes lel és um tolã"
    "14"

    Se estás a ler isto e gostas de roupas com buracos, números e caracteres desconhecidos, então tenho aqui uma frase para pores no teu guarda roupa:

    xuai shong ting mei ling pow ziang miau tung

    Isto é cantonês fonético para "mata-te"



    26 de dezembro de 2007

    Tuning

    Quando comecei este vómito de blog, a minha ideia era despejar o meu ódio a coisas que existem à nossa volta e que na minha opinião (leia-se: verdade universal e indiscutível) ainda não tinham sido devidamente odiadas. Por isso acordei comigo mesmo que não iria perder tempo a odiar assuntos que já montes de aspirantes a Mete Nojo se cansaram de mandar abaixo com as suas opiniões (leia-se: trampa).

    Isto significava que nunca n'As Coisas Que Eu Odeio se vislumbrariam títulos do estilo "A Celine Dion", "O José Castelo Branco", "O Governo", "O Pinto da Costa", "O Paulo Portas", "O Toni Carreira" ou "Tuning", que são temas já mais que odiados e bastante fáceis de atacar.

    A não ser, claro, que uma besta qualquer que se inclua num destes temas se metesse aqui com o Mete Nojo. E perguntam vocês: "Mas oh Mete Nojo, para alguém se meter contigo não tem de ter uns tomates do tamanho de um Skoda Fabia?". Correcto, ou isso ou ter o QI de uma base pra copos.

    O que é certo é que apesar da minha masculinidade ser bem visível a vários metros de distância, ainda há elementos da raça humana que acham boa ideia meterem-se comigo. Nomeadamente o quadrúpede que achou boa ideia envolver-se num acidente rodoviário comigo e ter a lata de dizer que a culpa era minha.
    Senhor imbecil que bateu no meu carro, é impossível eu ter culpa de qualquer acidente rodoviário por duas razões:

    1.- Admitir culpa num acidente é admitir que não se conduz perfeitamente. Quem conduz mal são os velhos e as gajas.
    2.- A única coisa de que eu tenho culpa é de ter sempre razão.

    Quem aguentou ler isto até aqui estará por ventura a pensar (ou não, porque quem lê isto só pode ser burro) o que é que o tuning tem a ver com isto tudo? A resposta é bastante óbvia, e se ainda não a tinham deduzido sugiro o suicídio: A besta conduzia um tuning.

    Perguntam os ignorantes (e neste caso devo admitir, sortudos): O que é o tuning?
    Ora bem, o tuning é quando rapazes com pilinhas pequeninas e intelecto a condizer, genuinamente acreditam que serão admirados, tal e qual as vedetas da Fórmula 1, se colarem pedaços de plástico às suas carripanas.

    Não percebem? Vou fazer um suponhamos:
    Imaginem o Jorge, 35 anos, vive em casa dos pais, nunca acabou o liceu e tem uma vida sexual quase tão excitante quanto o movimento dos glaciares. O Jorge, sendo burro que nem uma tosta mista e preguiçoso que nem um Koala toxicodependente, passa a vida a ser despedido dos diferentes empregos de merda que arranja, e sonha secretamente em ser piloto de Rally.
    Como o Jorge não tem dinheiro nem pra mandar cantar um cego, conduz um Citröen AX de 1992 herdado do pai, e que de 1000 em 1000 kms precisa de uma peça nova. O facto de conduzir um monte de trampa sobre rodas não impede o Jorge de gastar todo o seu subsídio de desemprego em pedaços de plástico feitos de encomenda para "quitar" o seu AX. Invariavelmente, esse processo dá nisto:
    Portanto o que o Jorge não sabe, é que o facto de um carro ter pedaços dispendiosos de plástico agarrados, não apaga o facto de que continua a ser um cagalhão móvel que atrai menos miúdas que um jogo de futebol das distritais.

    Isto leva-me de volta à situação que despoletou esta mensagem de ódio. Porque carga de água é que o cidadão normal tem de se sujeitar a andar na estrada juntamente com bestas de tunings, e caso nos virmos envolvidos num acidente cuja culpa seja nossa, (neste caso, vossa, pois eu nunca tenho culpa pelas razões mencionadas anteriormente) temos de pagar uma fortuna em reparação num Peugeot 206 de mil novecentos e antigamente, só porque o alce que o conduzia achou boa ideia fibrar a frente toda? E se eu amarrasse a minha avózinha ao pára-choques do meu carro e alguém me matasse a velha? Também me tinha de pagar os milhares de euros que já gastei nela em medicamentos? A porra dos velhos custam mais dinheiro que os putos.
    Se eu fosse ditador mandava prender todos os adeptos do tuning, fibrava-lhes o escroto, e testava a resistência do material com um malho. Nada como um bom crash testing para começar bem o dia.

    Se estás a ler isto e quitas o teu carro então olha para o teu lado. Sim, esse acidente de automóvel que tens ao teu lado é a tua namorada. Mata-te.

    17 de dezembro de 2007

    Raptos de Crianças

    Quem não está em coma há mais de um ano e tem electricidade em casa já se apercebeu que uma miúda escocesa foi raptada no Algarve.
    Bolas, como eu odeio raptos de crianças.
    Antes de se porem com lamechices homossexuais acerca de eu ter sentimentos, deixem-me dizer que como habitualmente sois todos uns montes de bosta iludida. A minha única preocupação prende-se com o facto de a classe criminosa estar cada vez mais bichona.
    Que raio de bandido escolhe o rapto como actividade criminal? Mafioso que se preze é homem (ou mulher) suficiente para se mandar à comando para dentro de um banco, armado até aos dentes, e merecer o dinheiro que roubar. Se em vez de dinheiro sair do banco com um novo sistema de ventilação corporal e uma etiqueta no dedão do pé, então ao menos bate a bota com os testículos no sítio.

    Agora raptos?
    Venda de crianças?

    Isso não tem estilo nenhum. Além disso quem é que quer comprar putos? Os putos só servem pra fazer xixi nas carpetes e chorar quando levam nas trombas dos outros putos maiores que eles. Desde quando é que isso tem valor de mercado?
    Quem mesmo assim ainda quiser aturar um chavalo não precisa de o comprar. Qualquer idiota com pila, pelo menos um testículo e uma gaja burra o suficiente para lhe abrir as pernas, pode fazer um. Ena, isso está quase ao mesmo nível de dificuldade que um cagalhão, só precisa é de mais ingredientes.
    Já o pessoal que tem as gónadas secas e não vai lá sozinho, tem sempre opção de adoptar um puto qualquer. E não é difícil encontrar garotada abandonada, porque há idiotas que concordam comigo em dois pontos: Os putos são chatos mas fáceis de fazer (se alguém não apanhou a crítica social faça o favor de tirar o ticket para o transplante de cérebro).
    Segundo auto-denominados especialistas em crimes destes, parece que a adopção não é a única motivação de quem rapta putos. Pelos vistos há pedófilia metida ao barulho.
    Sexo com putos? Isso é mais patético que a reunião anual do clube de fãs da Avril Lavigne. Toda a gente sabe que as gajas são bem mais boas que os putos. Gente burra.

    Se estás a ler isto e tens a Maddie, devolve-a que eu já não posso ver a fronha dela nos jornais, e no processo mata-te por favor. Deixa o crime para homens a sério.

    UPDATE: Aparentemente um grupo de aspirantes a nerd (CT = Computadores e Telemática) partilha do meu ódio a raptos e ao circo à volta disso. Vejam aqui.

    15 de novembro de 2007

    Deus

    É isso mesmo que vocês leram. Eu odeio Deus. Se eu odeio tudo, então também tenho de odiar o criador de tudo.
    Uma das coisas que mais me chateia no Todo-Poderoso é isso mesmo, ser todo poderoso. Se há alguém que devia ser todo poderoso era eu, e a única coisa que me arrependo em toda a minha vida é de não ter tido a ideia de ser todo poderoso antes d'Ele.

    Nos próximos parágrafos irei defender o meu caso, no qual provo incontornavelmente que quem devia ser Deus era eu.

    1.- A Humanidade é estúpida:

    Acho que é bastante óbvio que se eu fosse Deus fazia um trabalho muito mais eficaz, começando por restaurar a selecção natural nos homens. Há décadas que gente demasiado estúpida para chegar à idade reprodutiva o tem conseguido fazer, e no processo, espalhar os próprios genes. O resultado é este:

    Assim que eu assumisse o cargo de Deus, em duas gerações resolvia este problema com meia dúzia de pragas pandémicas estrategicamente colocadas.

    2.- A Humanidade não acredita em Deus:

    Outra coisa que eu iria reciclar dos tempos antigos era o raio no crânio. Deus é manso, e nunca manda um daqueles raios divinos que resolvem qualquer discussão numa fracção de segundo e com um cheiro a churrasco pelo meio. Comigo no trono divino, qualquer objecção ou dúvida de fé seria logo respondido com uma diferença de potencial eléctrico de 3 MegaVolts entre a ponta do meu dedo e a base do crânio do prevaricador. Calculo que em menos de três meses as igrejas, mesquitas, sinagogas e locais santos estariam a abarrotar de fiéis, que mesmo que não acreditassem em mim, acreditavam nos efeitos nefastos das correntes eléctricas no cérebro.

    3.- Os Omnis são sobrevalorizados:

    É do conhecimento geral que as divindades têm de cumprir três requisitos mínimos para serem considerados deuses:
    Omnipresença: Estão em todo o lado.
    Omnisciência: Sabem tudo.
    Omnipotência: São todo poderosos.

    Isto é tudo muito catita, mas sobrevalorizado. Vejamos o exemplo da omnipresença:
    Toda a gente já esteve em sítios que dão vontade de cortar os pulsos, quer seja a casa da sogra ou num concerto de Paulo Gonzo, logo o facto de ter de se estar obrigatoriamente em todos os locais do mundo, inclusivé os maus, é o que eu chamaria uma grande merda. Prefiro estar onde é bom e quentinho, obrigado.

    Saber tudo é muito giro pra impressionar as gajas intelectuais, mas toda a gente já passou por situações em que outras pessoas nos revelaram pormenores da sua intimidade/sexualidade/higiene pessoal acerca das quais preferiríamos ficar na ignorância. Imaginem saber os hábitos pessoais do José Castelo Branco ou do Carlos Cruz, e digam-me se ainda acham piada à omnisciência.

    Não tenho nada contra a omnipotência. Rebentar estrelas só porque me estão a tapar a vista para a Grande Nuvem de Magalhães parece-me bem, mas para o resto do povo não ia ser muito agradável se eu pudesse fazer nascer um pinheiro no recto de quem me chateasse.

    4.- Deus é imortal:

    Ora bem, Deus é imortal, logo é incoerente. Sendo todo-poderoso, Deus deveria poder matar-se, mas como é imortal, não pode. O Professor Marcelo ficaria orgulhoso desta argumentação. Pena que eu odeie o Professor Marcelo.

    5.- Deus não é fixe:

    Já alguém viu Deus?
    Não.
    A minha conclusão é que Deus deve ser algum tipo feio e sem qualquer carisma. Provavelmente Deus é o primeiro nerd da história, totalmente associal, e que desde a Criação tem estado fechado no quarto a jogar World Of Warcraft.

    6.- A Omnirazão

    Com todos os omnis que Deus tem, falta-lhe o mais importante, e que só eu tenho: a Omnirazão, ou seja, eu tenho sempre razão. Se isto não chega para convencer toda gente que está a ler isto, então só prova que o gráfico que aqui apresentei é verdade.

    Se estás a ler isto e achas que vou arder no Inferno pelo que acabei de escrever, então és capaz de ter razão, mas o Papa diz que não há Inferno, e o Papa fala com Deus ao telefone.

    13 de novembro de 2007

    Jornais desportivos

    Antes de mais, devo sublinhar a falácia que é o título desta mensagem. Não existe tal coisa como um jornal desportivo, pelo menos em Portugal. Em compensação temos esse monte de matéria fecal impressa em papel de jornal que é o diário de futebol, e quem ousar dizer que essas coisas são jornais de desporto é obviamente uma besta.

    O facto de um grupo de tolinhos arranjar o que escrever sobre futebol num jornal de 50 ou mais páginas todas as semanas é impressionante. O facto de o fazerem diariamente é assustador. O facto de o fazerem 3 pasquins diferentes é chocantemente estúpido. O facto de milhares de pessoas os comprarem regularmente é pura e simplesmente digno de fuzilamento, e mais uma prova que eu tenho razão quando digo que odeio gente.
    O que é que me interessa se o Vítor Baía come esparguete com atum nos estágios do FCP? O que é que me interessa que o Simão tenha uma gripe e vai faltar ao treino de quarta feira? Eu quero lá saber se o Liedson lançou uma autobiografia! Isto merece um aparte odioso:

    -------APARTE ODIOSO ACERCA DA BIOGRAFIA DO LIEDSON------------------

    Como é que um tipo como o Liedson lança uma autobiografia? Se o facto de não saber escrever não fosse impedimento suficiente, ter uma vida tão interessante quanto um bloco de cimento devia chegar. Liedson, vou lançar a tua biografia escrita por mim, e vai vender muito mais.

    BIOGRAFIA DE LIEDSON, POR METE NOJO:

    Nasceu.
    Deram-lhe um nome estúpido.
    Saiu da escola por ser burro que nem um fóssil do Triássico.
    Foi repor stocks pra um supermercado.
    Fez uns bicos pra pagar as contas.
    Foi visto a jogar num descampado por um empresário de futebol qualquer.
    Joga no Sporting e marca uns golos.
    Lança autobiografia acerca da sua vida recheadíssima e super interessante.
    Morre assassinado por Mete Nojo.

    Se calhar exagerei. Escrever nove linhas é capaz de ser demais. Tenho de ver se reduzo para sete, para que o Liedson consiga ler tudo. Quem diz Liedson diz o nome de outra besta qualquer que tem a mania que é vedeta, seja lá de que clube for.

    -------FIM DE APARTE ODIOSO ACERCA DA BIOGRAFIA DO LIEDSON--------------

    Bem, estou a divagar, de volta às coisas ridículas nos pasquins de futebol.
    (...) Porque é que eu tenho de ser bombardeado com 346 opiniões diferentes acerca do resultado do Clube Desportivo Azóia de Baixo - Casal do Arrocho FC, mas se quiser saber quanto ficou o resultado da final da taça de Portugal de outro desporto qualquer, tenho de ir até à penultima página e sacar de uma lupa para saber? É um insulto para qualquer praticante de outro desporto saber que as cuecas do Lucho Gonzalez têm selo, na página 2, e que o campeão nacional de Volei é o Sporting de Espinho, na página 49.

    A minha curiosidade acerca deste fenómeno ultrapassou o meu asco, e fui investigar umas estatísticas acerca da venda de jornais diários em Portugal. Estas são as percentagens médias de circulação dos 9 jornais portugueses mais vendidos no trimestre de Abril-Junho 2007:

    Correio da Manhã – 11,8%
    Jornal de Notícias – 11,3%
    A Bola – 8,7%
    Record – 8,4%
    O Jogo – 5,7%
    Público – 4,4%
    Diário de Notícias – 3,9%
    24 Horas – 2,8%
    Diário Desportivo – 0,9%

    Para se tirar conclusões a partir de estatísticas, existe todo um processo de avaliação de diversas variáveis que afectam os resultados. Neste caso específico o facto de
    o somatório da circulação dos 9 mais vendidos só dar 57,9%, o número de pessoas que compram jornais não é fixo e é apenas uma pequena percentagem da população, seriam factores que estudiosos de estatística teriam em conta para tirarem as suas conclusões. Estudiosos de estatística são rotos. A minha conclusão é bastante simples e não está aberta a discussão:

    EU ODEIO 8,7 + 8,4 + 5,7 = 22,8% DA POPULAÇÃO PORTUGUESA. O facto de que eu também odeio gente que lê o Correio da Manhã e o 24 Horas é outra luta.

    Perguntam vocês, porque é que eu não odeio o Diário Desportivo? Simples: alguém conhece essa merda? Presumo que seja uma pilha de trampa como o resto, mas dou-lhe o benefício da dúvida.

    Ok, não dou nada,
    EU ODEIO 8,7 + 8,4 + 5,7 + 0,9 = 23,7% DA POPULAÇÃO PORTUGUESA.

    Se és português e estás a ler isto, há 23,7% de probabilidades de eu te odiar por leres jornais desportivos e 100% de probabilidade de te odiar por outra razão qualquer. Se és brasileiro, há 50% de probabilidades de te odiar por gostares de samba e 100% por dizeres "legal".


    9 de outubro de 2007

    Discotecas, DJs e música de discoteca

    Uma vez encontrava-me em pleno processo de malhar copos com um grupo de gente conhecida, e deixem-me sublinhar a expressão "gente conhecida" já que eu odeio amigos, quando um deles sugeriu que acabássemos a noite na discoteca. A única razão porque não lhe arranquei os olhos com o garfo das moelas foi porque tamanha estupidez me causou logo um aneurisma.

    Quando recuperei os sentidos descobri que aquele grupo de bestas de carga me tinha trazido até à tal "discoteca". Como o utilizador médio da internet tem a mania que é esperto, já deve estar a preparar um comentário do estilo "Eh pá, ninguém te deixava entrar na discoteca inconsciente". Como é vosso apanágio, estão enganados meus abortos. Isso é no vosso caso em que perder os sentidos implica transformarem-se num monte de merda sem qualquer reacção e fácilmente sodomizável. Já eu que sou muito macho, quando fico inconsciente continuo de pé, conduzo, falo, bebo e de uma forma geral sou muito perigoso para a saúde de quem se meter comigo. Só perco é o discernimento, o que me deixa ao mesmo nível intelectual de vocês, logo abaixo do de um peixe de aquário. Posto isto, e como já estava lá dentro achei melhor dar uma volta para ver que história era aquela de "discoteca" para a poder odiar convenientemente.

    A primeira coisa que nos atinge quando entramos numa discoteca é a música, e por música eu quero mesmo é dizer merda. Neste antro de estupidez a "música" fica ao cargo de um grupo de lobotomizados cujos membros se auto-intitulam de "DJs", como se o facto de se esconderem por detrás de uma sigla mudasse o facto que são uns falhados. Estes tipos acham que pegar nas músicas dos outros e misturarem com ruídos de uma zona de escavação é uma nova forma de arte musical.
    Como se este plágio descarado não chegasse, ainda insistem em estar presentes durante esta violação sonora. Colocam-se por detrás de uma parafernália de equipamentos de alta tecnologia e vão-se abanando ao som da merda que fazem, como se aquela porcaria estivesse a ser produzida no momento, ao invés de ter sido gravada em casa.
    A maioria das pessoas que se encontra na pista, olha para estas bestas com uma certa admiração, como se o facto de terem uns headphones agarrados à cabeça e de serem incapazes de tocar 2 notas diferentes num qualquer instrumento fosse motivo de admiração.
    Olhem, tenho uma sigla muito melhor que "DJ" para estes cromos: "PALHAÇOS."
    Sim, eu sei que não é uma sigla.

    Quando o meu sistema imunitário se habituou à poluição sonora e parei de ter convulsões fui logo atingido pela segunda vaga de ataques que a discoteca reserva ao seu utilizador: o fumo.
    Toda a gente diz que o Hitler era um tipo fodido e que ninguém gostava dele à conta de ter gaseado tantos judeus, mas hoje em dia as pessoas sujeitam-se à câmara de gás voluntariamente e ainda pagam para isso. Pelo que ouvi dizer, quanto mais fumo tem uma discoteca, mais fixes são as pessoas que lá vão. O cancro do pulmão deve andar na moda.

    Assim que consegui furar através da manada de búfalos que estrebuchava na pista de dança e cheguei ao bar, apercebi-me que a discoteca é mesmo um monte de estrume fumegante. Quando pedi um copo de tinto recebi a seguinte resposta:
    "Tinto? Acha mesmo que servimos vinho aqui? Se quiser arranjo-lhe Sandevid, o tinto de verão."
    Só não espanquei a empregada porque ela era boa como o caraças. Estou a gozar, eu não discrimino ninguém quando se trata de violência: Dei-lhe uma aula de boas maneiras com o Professor Punho e fui posto fora da discoteca. Obviamente foram precisos 12 seguranças e uma boa dose de sedativos.

    Cheguei cá fora com a noção que a única coisa em condições que me tinha acontecido durante a minha estadia na discoteca, foi ser expulso daquele buraco. Da próxima vez que me vir dentro de uma já sei: Parto logo a cremalheira da primeira pessoa que me aparecer à frente e fica tudo resolvido.

    Nem preciso de me esforçar um bocadinho para odiar as discotecas. Se és DJ e ainda estás a ler isto, então deves estar a sonhar, porque tu não sabes ler.

    3 de outubro de 2007

    Super-heróis abichanados

    Porra, se eu volto a ver algum filme ou série de televisão acerca de um super-herói amaricado, vou entrar em modo sovanço e distribuir porrada a tudo o que tiver pulsação num raio de 50 metros.
    Não é coincidência que este ataque de violência me tenha dado logo a seguir a ter visto um episódio do monte de trampa que é o "Smallville". Nunca na minha vida esperei ver chegar o dia em que o super-homem fosse um bicha. Ok, nos anos 80 o actor escolhido tinha ar de cona, mas ficava-se por aí, no entanto agora parece que o departamento de casting do Smallmerda vai buscar talentos ao bar gay da cidade.

    Como se o departamento de casting não se tivesse esforçado o suficiente para tornar o homem-de-aço no homem-que-leva-com-o-aço, os argumentistas decidiram ajudar à festa. Digamos que a personagem da Lana é protagonizada por uma moça com aspecto muito saudável, mas o super-cóina arranja sempre desculpa para não lhe saltar para as cuecas, como se ela tivesse a crica forrada a Kryptonite.
    Quase que ia jurar que o super-manso pinta os lábios, mas como sei que nunca ninguém acredita em mim, tenho aqui a reconstituição de alta qualidade de uma entrevista genuína feita ao actor:


    Penso que o pedaço de jornalismo de qualidade que foi esta reconstituição não deixa qualquer sombra de dúvida sobre o facto de este jovem ser frequentador da máquina de glúteos no ginásio.
    A acusação descansa. Só não percebo é porque é que não há mais gente a ver a verdade.

    O super-herói atraca-de-pôpa que se segue é o Homem Aranha.
    Desde quando é que um lingrinhas com cara de vítima de violação como o Toby Maguire é o indicado para fazer o papel de aranhiço? Com aquela cara de tanso o Toby devia levar porrada de meia noite na escola primária. Devia ser daqueles ranhosos que nunca tinham dinheiro para almoçar porque os outros putos lho roubavam e só o nome dele deve ter sido desculpa para o levarem ao poste* todos os dias.

    Eu se mandasse na indústria dos filmes impunha uma regra que era: Acabaram-se os mariquinhas a fazer de super-heróis. Todos os filmes de super-heróis teriam de ser protagonizados por uma de três pessoas:

    Ron Perlman, um gajo tão duro e tão másculo que engravida mulheres só com o olhar. Se não sabes quem é o teu pai, o mais provável é ser aqui o Ronald.


    Danny Tejo, um tipo tão feio que é impossível ser paneleiro. A fronha deste tipo é capaz de causar três tipos diferentes de glaucomas se se olhar demasiado fixamente para ela. Ficam avisados.


    Rui Cordeiro. Não deixem o nome e a cara plácida deste senhor vos enganar, este é um tipo verdadeiramente fodido. Este jovem é a causa de muitas rótulas esmagadas e costelas rachadas entre os adversários de Portugal na taça do mundo de rugby. Cordeiro é um tipo tão descontroladamente raivoso, que por pouco não estrangulou dois companheiros de equipa enquanto cantava o Hino nacional. Circulam rumores que Cordeiro não é careca e que a sua aparente calvície é fruto das crises de raiva que tem durante o jogo, durante as quais arranca pedaços de cabelo a si próprio e aos adversários.


    Se estás a ler isto e achas que as pessoas acima são muito feias para ser super-heróis, então és um monte de guano. Se algum dia estiveres em apuros, espero que sejas salvo pelo Super-Enrrabador. Escuso de te explicar qual é o seu super poder...

    * "Levar ao poste" é o ritual em que um grupo de putos se junta num gang improvisado no momento e capturam um membro da sua faixa etária para lhe esmagarem os testículos puxando as pernas do puto quando um poste se encontra entre elas. Ei, não olhem assim para mim, não fui eu que inventei tal maldade. Alguém se lembrou disso primeiro que eu.