13 de maio de 2008

Ainda há homens no mundo do crime

Faz uns tempos manifestei o meu receio de o mundo do crime estar cada vez mais invadido por maricas. Felizmente hoje li uma notícia que me assegurou que ainda há homens a praticar crimes em Portugal.
Na edição de 13 de Maio do Correio da Manhã, esse monte de trampa jornalística (mas que é o único pasquim generalista no tasco aqui da zona) surge esta fantástica notícia:

Juiz liberta gang de carjacking

Sabiam a que horas as caixas multibanco eram abastecidas e atacavam as carrinhas de transporte à mão armada na Grande Lisboa. Sete nos últimos meses, com ameaças de morte e à média de 35 mil euros ao bolso por assalto. Quinta-feira foi o último, em Massamá, mas há uma semana, em Loures, viram testemunhas do crime e dispararam – um porta-valores da Esegur ficou ferido.

in Correio da Manhã

Espetáculo. Se há crime de homem é o carjacking. Não só tem nome estrangeiro, o que dá logo um ar muito mais sofisticado, como é de homem rijo arrancar indivíduos dos seus carros ainda em andamento, distribuindo bordoada como se não houvesse amanhã. Como se as gónadas ultra desenvolvidas destes senhores não estivessem satisfeitas com o mero carjacking, decidiram enveredar por outros crimes de masculinidade comprovada como o assalto à mão armada e a ocasional ameaça de morte, só porque é fixe e as garinas curtem.

Na versão impressa do Trampa da Manhã, ficava-se a saber que durante a rusga que levou ao encarceramento desta quadrilha de verdadeiros, um dos meliantes optou por se atirar da janela do 4º andar em detrimento de ser apanhado. Aterrou de joelhos e disse adeus ao mundo em grande estilo.

Que senhor.

Acho que todos nós temos muito a aprender com este rapaz, que preferiu acabar com uma rótula alojada nos queixos, a dar-se por vencido. A derrota é para os rotos, e os kamikazes eram populares no meio das gajas por alguma razão (se bem que não duravam tempo suficiente para dar uso a tal popularidade).

Tal como o título da notícia deixa adivinhar, o juíz encarregado do caso achou por bem libertar estes exemplos de banditagem, baseado no facto de que alguns deles têm empregos e por isso, passo a citar, "são membros inseridos na sociedade".
Não percebo porque o tom da notícia era reprovador, visto que para mim este juíz apenas está a lutar pela desmaricação da população. Com bandidos raçudos destes à solta pelas ruas, o povo vai ficar cada vez mais testiculado e quando a civilização acabar, o português vai estar no topo da cadeia alimentar.

Pois é meus grandes deficientes, passo a vida a ouvir gente a queixar-se do sistema judicial português, quando no fundo o sistema apenas está a fazer de nós gente mais rija.
Vejam o exemplo do caso Esmeralda, no qual toda a gente ficou indignada com a condenação do Sargento por não querer devolver a garota.
Pois eu achei muito bem. Que raio de merda mais rota é essa de querer ser pai de uma garota que nem é dele? Os putos só servem para uma coisa, passar os genes, e qualquer relação de afectividade com crianças é basicamente gay. Ainda por cima um sargento! Uma das patentes com maior tradição de testosterona da história da Humanidade, e vem aquele cóina e mancha o registo com uma ideia estúpida de querer ser um gajo com sentimentos.
Por mim era pena máxima para esse tolã.



Se estás a ler isto e achas que o sistema judicial português é injusto, não duravas cinco minutos na selva.

14 de abril de 2008

Artistas armados em tolãs


Mais uma vez a minha curiosidade mórbida levou a melhor sobre mim. A convite de uns indivíduos, que enquanto escrevo isto estão a ser enterrados no quintal pelo meu fiel escravo Bóris o corcunda, fui a uma galeria de arte.

Assim que entrei, fiquei fascinado.


É fascinante a quantidade de trampa que se consegue pendurar numa única divisão sem se ser acusado de vandalismo. Ainda verifiquei se não me tinha enganado na porta, e acabado em algum armazém palco de batalhas de paintball. Ficou rapidamente claro que não, que me encontrava na tal galeria de arte, e que tal como o nome indicava, aqueles equivalentes gráficos a uma encefalite aguda eram exemplos dessa tal "arte".

Estaquei perante um espécime, que consistia numa tela de 2x2 metros com fundo preto e dois borrões vermelhos, cujo nome era "Revolta". O imbecil do autor acertou na mouche. Foi esse exacto sentimento que me passou pelo crânio quando vi aquela deficiência emoldurada. Já não via um tamanho desperdício de 4 metros quadrados desde aquela vez em que deram uma cadeira no parlamento ao Partido da Solidariedade Nacional.

Enquanto tais pensamentos eram trocados entre os meus dois hemiférios cerebrais (andava há 3 meses a tentar arranjar uma desculpa para escrever aqui a palavra "hemisférios", porque é fixe e faz-me parecer intelectual. Quem não concorda que se mate), a minha boca já fazia das suas e recordo-me de dizer algo do género "eu pintava isto com a boca durante um ataque epilético".
Ao meu lado encontrava-se um senhor com ar de quem come paus de vassoura com o rabo ao pequeno almoço, que achou que estava na altura de terminar a sua existência terrena, e comentou "Não faço ideia porque deixam entrar estes bacocos sem sensibilidade artística, nestas exposições".


Este deficiente achou que me insultava ao me acusar de tal coisa. Sim, eu tenho a sensibilidade artística de uma betoneira, e tenho tanto orgulho nisso, como tenho de conseguir abrir minis à dentada. A sensibilidade artística não me ajuda a atingir nenhum dos três objectivos que tenho na vida: comer, dormir e pinar. Não preciso dela para fazer uma sandes, para roncar como se não houvesse amanhã ou para levar gajas a visitar o cafufo.
Alguns retrocessos que visitam esta trampa de blog diriam que há gajas que se sentem atraídas por homens com sensibilidade artística, e que é por essa mesma razão que Andy Warhol apesar de ter cara de virgem de 40 anos era gajo para desbravar 15 clitóris por semana. Pois é, mas vocês esquecem-se que o Andy era cheio de pastel, distribuía drogas como se fossem gomas dos ursinhos e viveu nos EUA dos anos 60, onde as pessoas pinavam mais do que comiam. Mesmo admitindo que certas gajas se sentem atraídas pela sensibilidade artística de um tipo, essas são as mesmas tipas que no dia seguinte se recusam a ir tomar o pequeno almoço a casa delas, porque querem discutir o último filme de David Lynch, esse cóina, ou exprimir-se artísticamente com as próprias fezes. Não, obrigado.


Voltando ao intelectualóide ranhoso da galeria de arte: Não obstante o seu comentário ser para mim um elogio, achei por bem entrar no espírito da galeria, e remodelar a cara do senhor segundo a corrente abstracta do início do século XX. Aqueles quadros do Picasso à primeira vista parecem fáceis de fazer, mas vi-me da cor do caraças para lhe pôr o nariz no queixo e uma orelha na testa.
Enquanto desfigurava irreversivelmente aquele pila arrogante, dei por mim a pensar que no fundo eu também sou um artista. Se este desperdício de pessoa que é o Stelios Arcadious é um artista, porque implantou uma orelha no braço esquerdo (ver foto abaixo), então eu sou um mestre da escultura corporal. Eu sou pessoalmente responsável por pedaços importantes de pessoas terem acabado nos sítios mais inesperados dos seus corpos. Mereço um subsídio do Ministério da Cultura.


O "artista" que implantou uma orelha no seu braço esquerdo.
Todos nós esperamos que a operação de implante seja acompanhada de uma vasectomia.



Se estás a ler isto e sabes distinguir um Monet de um Manet, parabéns. Eu sei a diferença entre um deficiente e um idiota. Sensibilidades diferentes.

3 de abril de 2008

Governos

No outro dia estava no tasco a malhar Favaios e a comer pedaços requeimados de gordura de porco morto há duas fases lunares, quando reparei que dois frequentadores daquele buteco se entretinham a discutir política. Ora como toda a gente sabe, em Portugal discutir política é muito fácil, e rege-se por um conjunto de regras muito simples:

1.- Dizer mal.
2.- Dizer ainda pior.
3.- Utilizar uma destas 3 frases: "É uma vergonha!", "Não há direito!" ou "São todos iguais!"
4.- A mais importante de todas: Nunca, mas nunca criticar construtivamente. Apresentar soluções para os problemas é roto, e nunca deve ser feito em público.

Como os torresmos já me estavam a abrir a úlcera, decidi entrar na discussão. Porque se há alguém que é bom a dizer mal, sou eu.
Durante os primeiros cinco minutos tudo correu bem, visto que me cingi a insultar o governo e tudo o que existe num raio de três quilómetros da Assembleia da Républica, pombas, estátuas e polícias sinaleiros incluídos.
O problema foi quando quiseram discutir as políticas específicas do governo... De repente dou por mim a ter de responder a perguntas do estilo:

"Mas diga-me lá Mete Nojo, o senhor é de esquerda ou de direita?"
"O que acha da política orçamental deste governo?"
"E a educação? Acha bem o que se passa?"

Os deficientes dos velhos tinham de estragar tudo.

Mas quem é que se interessa pelas medidas que um governo toma? Os governos só servem para uma coisa: saco de porrada. Se não houvesse governo para a malta do escritório dizer mal no intervalo do café, já há muitos anos que nos teríamos esfaqueado com os abre-cartas e as colheres do café. Sem governo isto seria a anarquia.
Ena, sou o rei do óbvio.

E que paneleirice é essa de esquerda ou de direita? Tive de explicar aos velhotes que a minha forma de governo favorita é aquela em que eu mando. Não me interessa se em termos técnicos esse governo seja comunista, fascista, ou déspota, desde que quem esteja lá em cima a lançar ordens totalmente irracionais seja eu.

Foi mais ou menos nesta altura que os velhos me olharam como se eu fosse as suas análises ao colesterol: Com medo.

À deixa de "Morram, velhos." puseram-se a andar e deixaram-me a sós com os meus pensamentos e meio pires de torresmos.

É nos tascos que o meu potencial intelectual atinge o seu máximo, e não surpreendentemente, entre dois copos de Favaios, cheguei a uma conclusão que ainda hoje me surpreende pelo seu brilhantismo: Eu sou o maior.
Sendo o maior, eu deveria mesmo mandar em toda a gente. Se cerca de 30 artigos de puro génio não chegam para vos convencer, então o facto de que fico bem em retratos presidenciais deixar-vos-á à procura dos vossos testiculos durante duas horas:


Aqui estou eu como presidente de um país Sul Americano qualquer. Sexy.












Eu, como líder das nações não-livres, a declarar guerra ao Mundo. Sassy.
















Eu como rei do Mundo. Noutra pessoa qualquer esta vestimenta seria obviamente maricas. No meu lombo é uma farpela muito máscula. Kinky.

















Se estás a ler isto, parabéns. Aguentaste uma das balelas mais longas que já aqui escrevi. Deves ser um imbecil masoquista.


1 de abril de 2008

Estou farto

Ao fim de vários meses a odiar, cheguei à conclusão que a pressão não é para mim. Estou farto de tanto ódio, e começo a considerar seriamente mudar de atitude perante a vida.
Há que admitir que para eu chegar a esta conclusão, contribuíram sem dúvida os comentários que eu tantas vezes critiquei, mas que agora vejo sob outra luz. Não posso deixar de dar razão a muitos deles, e admitir que dizer mal de tudo é uma atitude estúpida e que não leva a lado nenhum.

Neste momento vejo duas saídas desta situação, ou paro de escrever neste blog, ou então mudo o tema para algo muito mais produtivo, como actualidades e vídeos do YouTube com piada.

Bem, é tudo, obrigado.

30 de março de 2008

Sois deficientes...

...segundo a sondagem que esteve activa nesta trampa de blog, durante cerca de 15 dias.
Foi por pouco, mas a maioria de vocês preferiu auto-insultar-se de "idiota", do que admitir essa lei universal que diz que eu sou o maior.
Isto poderia levar-me a pensar que se calhar a vossa idiotice ultrapassa a minha grandeza, mas rapidamente me recordo de que quem votou foram vocês, e não eu, logo os resultados desta sondagem não valem um charuto.

Sondagem:

Acha que o Mete Nojo é o maior?


Sim.
60 (26%)
Claro.
40 (17%)
Com certeza.
54 (24%)
Sou um idiota, porque por momentos achei que o Mete Nojo me ia dar hipótese de escolha.
160 (71%)


Odeio sufrágio universal. Matem-se.

20 de março de 2008

Problemas afectivos

Nas últimas semanas tenho gramado com os problemas afectivos de um elemento do sexo oposto.
Por alguma razão estas criaturas recusam-se a aperceber-se de que eu me estou pouco lixando, e optam por continuar a confessar-me as suas patéticas vidas amorosas. As gajas só ouvem quando lhes interessa (Isto não inclui "Faz-me um bico.").

Como a moça insistia em ignorar as minhas subtis afirmações acerca daquilo que eu pensava dela ("Mata-te, estou-me a cagar para os teus problemas." "És patética, corta os pulsos.") decidi adoptar a táctica dela e desliguei as funções auditivas. A maioria das pessoas sentir-se-ia culpada por fingir estar a prestar atenção aos problemas afectivos da gaja, quando afinal apenas lhe olhava para as tetolas.
Eu não. A culpa é para gente rota.
Por mais fixe que um par de mamas seja, é certo que ao fim de algum tempo a olhar fixamente, a mente começa a perder a motivação sexual da coisa, e é então que se começa a divagar. Ao fim de umas 2 horas de baboseiras já eu me imaginava em diversas situações estranhas envolvendo mamas:
Eu e um par de mamas a ir às compras;
Eu e um par de mamas a fazer queda livre;
Eu e um par de mamas a discutir política, e eu a chegar à conclusão que as mamas votam PP;

Foi mais ou menos por esta altura que eu me apercebi que já estava farto de olhar para mamas, e levantei os olhos e liguei os ouvidos de novo. Não vou reproduzir aquilo que ali ouvi por várias razões, das quais destaco o factor rotice (há crianças a ler este blog, não as quero tornar paneleiras), o factor estupidez e o factor não percebi um caralho.
Daquilo que consegui deslindar, deu para perceber que a jovem estava apaixonada por um tolã qualquer que não lhe dava a reciprocidade que ela queria, ou alguma paneleirice do género.
Sendo um tipo com um timing fantástico, vi logo ali a minha oportunidade: Saquei da garrafa de vinho, emborrachei-a, espetei-lhe três estoiros e fomos pra cama.

No dia seguinte a gaja levantou-se sem qualquer vestígio dos problemas que a afectavam, vestiu-se e deixou bem claro que não queria que eu lhe telefonasse. Foi como que uma espécie de alívio, aliado a um certo orgulho com a atitude tão Mete Nójica da tipa.
Esta experiência lembrou-me um facto muito importante acerca da mulherada, que um professor muito importante no ramo da psicologia feminina já estudou profundamente:


"A maioria das gajas por vezes acha que está com problemas afectivos, depois encointam-se com alguém e apercebem-se que tinham era falta de sexo. Infelizmente 500 anos de cultura anti-sexo condicionaram-nas a negar o facto inconscientemente."

Prof. Mete Nojo
Universidade Metenojicum

É triste que o meu génio seja constantemente ignorado pelos autores de livros de psicologia, mas presumo que seja assim com todas as grandes cabeças.

Este belo conto acabaria aqui, se logo nesse dia não me tivessem batido á porta. Era um gajo com problemas afectivos que queria desabafar.
Espanquei-o logo ali na soleira da porta, antes que tivesse tempo de fugir, e quando me perguntou indignado qual era o problema, expliquei-lhe que o facto de não ter mamas nem cóina, era a diferença entre eu fingir que o ouvia, ou espetar-lhe uma coça.

Se estás a ler isto e me achas um porco insensível, então precisas é de uma boa stickada. Além do mais, indiferença é um sentimento.

12 de março de 2008

Esclarecimentos

Após receber dois comentários a queixarem-se de falta de inspiração, achei que estava na hora de esclarecer alguns pontos:

1.- Isto é o meu blog. Se eu quiser escrever aqui coisas aborrecidas e sem qualquer nexo, não há nada que vocês possam fazer. Não gostam, desapareçam.
Para ilustrar este ponto desde já ponho aqui uma foto de uma rocha sedimentar, porque é aborrecido mas principalmente porque me apetece e posso:



2.- Isto é o meu blog. Eu não escrevo esta bardamerda para agradar a ninguém. Não sei em que parte desta porra é que vocês leram que eu me preocupo com o vosso entretenimento ou bem-estar. Que parte de "eu odeio-vos" é que vocês ainda não perceberam?

3.- Isto é o meu blog. Se me apetecer apagar um comentário porque não me agrada, ou porque está a chover, ou porque é terça-feira, não há nadinha que possam fazer. A não ser escrever outro comentário a queixarem-se que nem umas meninas de escola, mas que eventualmente irá pelo mesmo caminho do comentário original.
Podemos entrar neste ciclo vicioso até que um de nós eventualmente desista, mas desde já vos aviso que eu parto em vantagem, porque não só tenho poderes administrativos, como sou muito mais doente do que qualquer um de vocês, seus palhaços.


4.- Isto é o meu blog. Matem-se.

10 de março de 2008

Hipermercados

Faz uns dias acordei de uma noite de torpor induzido pelo álcool, só para me deparar com um frigorífico vazio. Assim que acabei de espancar a minha mulher-a-dias (obviamente culpada desta situação) arrependi-me imediatamente do que acabara de fazer. Não porque tivesse pena daquela vacória assalariada, mas porque se a mandasse ao hipermercado com as pernas partidas ela ia demorar a tarde toda.

A fome apertava, e eu decidi tomar as rédeas da coisa. Peguei na viatura e dirigi-me à grande superfície comercial mais próxima.
Sendo eu um grande animal, era para mim novidade ir ao hipermercado. Quando tenho fome, eu simplesmente espeto um crenco no animal de quatro patas mais próximo e dou-lhe umas dentadas no lombo até me sentir satisfeito. O problema é que nesse dia os únicos animais num raio de 2 quilómetros eram pessoas, e eu ouvi dizer que arrancar nacos dos costados da malta sabe mal e dá prisão.

Assim que cheguei apercebi-me logo de uma coisa que me incomodou: Os hipermercados têm gente. Muita gente.

Inferno, odeio gente.

Estive prestes a vir-me embora, mas o reactor nuclear a que chamo de estômago decidiu entrar em estado crítico, e não tive qualquer opção senão entrar. É preciso ver que os meus orgãos vitais, tal como o dono, são indivíduos extremamente perigosos quando irritados. Uma vez, contra todas as indicações do meu corpo, recusei-me a parar de malhar whiskys e o meu fígado veio cá fora, espancou-me a mim, ao barman e a toda a gente no bar que olhou para ele de maneira estranha.

Não demorei nem 30 segundos para perceber que tinha de me despachar ou então inevitavelmente iria perder as estribeiras e ver-me envolvido numa sessão de porrada, seguida de uma estadia na choldra. O principal motivador deste meu estado de espírito volátil eram os carrinhos de compras. Passo a explicar:
Quando uma família vai ao hipermercado, por alguma razão obscura que só as suas cabecinhas deficientes compreendem, a condução do carrinho de compras é sempre atribuída ao membro menos habilitado para tal. Vê-se de tudo: desde a velha com ciática forçada a empurrar o carrinho a 0,00001 km/h, enquanto o badocha preguiçoso do filho anda a olhar para os rabos das gajas, até ao puto em ácidos que acha que o carro de compras é um fórmula 1, enquanto a família observa impassível.
Se por cada tronchada que levei no meu carrinho tivesse respondido com uma facada no olho, teríamos observado um pico nas adesões da ACAPO. Ou da APAF, como preferirem.

Nos fugazes momentos em que não estava ocupado a desviar-me dos trogloditas que brotam dos corredores dos consumíveis, tentei empenhar-me no meu objectivo inicial de obter comida. Quem acha que esta é a parte mais fácil da ida ao hipermercado, engana-se.

Imaginem por exemplo, o processo de comprar iogurtes. Se vos apetecer comprar um simples iogurte de morango, boa sorte. Hoje em dia tudo o que é marca de iogurtes acha que as pessoas são demasiado burras para que lhes seja dado o poder de escolherem que sabores desejam, e misturarem-nos como lhes convier. Em vez disso fazem-nos o favor de criar misturas do arco-da-velha, que os falhados dos departamento de marketing acham que darão boas vendas. Somos confrontados com iogurtes de banana+pêra+bolacha, framboesa+melão+limão, maçã+chouriço+escalopes de vitela, mas uma porra de um iogurte de morango, ou de banana, ou de ananás ou de um único sabor qualquer é praticamente impossível de encontrar.

Tenho aqui um iogurte ideal para os estrategas de produto das marcas de iogurtes:


Se estás a ler isto e achas que já acabei de bater neste tópico, és um tolã. Eu ainda mal comecei.

3 de março de 2008

A Haka

Com a participação de Portugal no Mundial de Rugby no Verão passado, assistimos a uma febre pelo rugby nunca antes vista neste bastião do futebol que é o nosso país.

Tal foi a loucura, que muito típico português cometeu a heresia de assistir a uma partida de outro desporto, que não o futebol. Como toda a gente sabe, o português está geneticamente predisposto a sofrer choques anafiláticos quando exposto a desportos que não começam por "f" e acabam em "utebol". Houve mesmo muito Zé Toni que não resistiu ao choque de assistir a um jogo em que não há 11 maricas de cada lado, e sofreu enfartes fulminates de consequências fatais.

Os portugueses que sobreviveram ao visionamento dos jogos de rugby, concerteza se lembram do jogo Portugal - Nova Zelândia, e da forma como este começou: Os senhores jogadores All Blacks presenteiam o adversário com uma dança de guerra intimidatória maori chamada Haka. É um bocado irónico que 80% da equipa seja constituída por branquelas loirinhos de ascendência bifal (derivado de bife. O meu português rocka.) que no entanto agem como se fossem maoris desde pequeninos. Mais irónico ainda é o facto de que a equipa adversária tem de gramar com um bando de tolãs a fazerem gestos que no meu bairro eram um pedido oficial de espancamento, e não pode virar as costas ou mandá-los ir apanhar onde o sol não brilha, porque é considerado desrespeito e falta de fair play. Já pôr a língua de fora, e fazer gestos a simular a masturbação é obviamente uma actividade muito respeitosa.

Eu se me visse na situação dos jogadores de Portugal, aproveitava o ângulo de abertura das pernas bastante desprotegidas dos jogadores da Nova Zelândia, e apresentava a biqueira da minha chuteira ao escroto dos incautos Kiwis.

É claro que existem aqui vários atenuantes. Por exemplo, o facto de a equipa da Nova Zelândia ser das melhores do mundo, e o facto que cada jogador é um bisonte de 300 quilos, que não teria qualquer dificuldade em abrir uma lata de conservantes com as pálpebras. Isto apesar de não lhes dar o direito de se portarem que nem uns macacos antes do jogo, dá-lhes pelo menos a certeza de que ninguém vai ter tintins de lhes dizer que não o podem fazer.
O problema é que o ser humano é uma criatura que não pode ver nadinha que acha fixe sem ir logo copiar. Hoje em dia tudo o que tem passaporte neo-zelandês e joga um desporto qualquer, acha-se no direito de fazer uma Haka antes de qualquer jogo.

Aqui temos o primeiro exemplo ridículo. Idiotas de basketball:



Patético. Se os Argentinos do outro lado estavam com medo de algo, era de adormecer e bater com a cabeça no chão.
Mas como se este festival de idiotice não chegasse, a equipa de hóquei em gelo também decidiu juntar-se ao circo. Sim... de patins calçados...



Fartei-me de procurar no Youtube por um vídeo da selecção de xadrez da Nova Zelândia a fazer a Haka, mas não encontrei. Não duvido que não demorará muito tempo até tal acontecer.

Se estás a ler isto e...
E nada. Mata-te.

20 de fevereiro de 2008

A caça desportiva

15000 BC - Ug é o chefe do clã Umpf. A seu cargo tem três fêmeas e doze pequenos Neandertais com o apetite de leão e as boas maneiras de um hipopótamo. Ug sai todos os dias da sua caverna, munido de uma moca de 20 quilos, pronto para distribuir bordoada por tudo o que seja ao mesmo tempo comestível e mais lento que ele próprio. Ug não é propriamente inteligente, mas tem discernimento suficiente para perceber que se não caçar nada, ver-se-á em apuros antes que se consiga dizer "Argh". Para Ug, a caça é uma necessidade.

2008 AD - António "Tóni" Carlos Silva é o patriarca dos Silva. O seu núcleo familiar é constituido por mais 3 pessoas:
- A esposa Maria da Conceição. Corria o ano de 1973 quando Maria da Conceição foi eleita primeira Dama de Honor no concurso da Miss Portugal. Para sempre traumatizada com a derrota, esta senhora decidiu refugiar-se na comida, e 35 anos a comer que nem um alarve já deixaram as suas marcas. Maria da Conceição afirma que o seu peso não a incomoda, tirando aquelas situações em que adormece na praia e acorda com uma equipa da Greenpeace a tentar devolvê-la ao mar.
- A filha Vanessa. Ao contrário do que o seu pai pensa, Vanessa é uma gigantesca porca. O facto de pesar 120 quilos não impede Vanessa de ir para a cama com todos os colegas da Escola EB 2+3 de Valbona de Baixo. E por cama eu quero mesmo é dizer beco/despensa/secretária/lavandaria. Para Vanessa, o conceito de dieta é raspar o açúcar do topo das bolas de Berlim que come ao pequeno almoço.
- O filho Carlinhos. Carlinhos é um daqueles putos cujo melhor amigo se chama Playstation 3. Uma dieta exclusiva de chocapic e bollycaos aliado a um modo de vida totalmente sedentário, fizeram de Carlinhos a primeira criança portuguesa a bater a barreira dos 90 quilos antes dos 10 anos de idade. Não obstante, Carlinhos diz que um dia há de ser jogador de futebol.

Toda a comida dos Silva é obtida nas grandes superfícies comerciais espalhadas de Norte a Sul de Portugal, e como é óbvio, os Silvas não passam fome. No entanto Tóni acha que é seu direito inegável de macho latino ser caçador, porque tal como afirma a Bíblia "o Homem é mestre sobre os animais".
Quando abre a época de caça, Tóni pega na sua caçadeira de canos duplos, coloca o atrelado dos cães no seu Datsun 1000, e parte com os deficientes a que chama de amigos para as diversas matas de Portugal. É nestes locais que Tóni e a sua pandilha procedem a abater tudo o que tenha sistema circulatório num raio de diversos quilómetros.
Acabando o dia de caça, tudo o que foi morto à chumbada é descerimoniosamente deitado no lixo, visto que o rolo de carne do Jumbo sabe muito melhor e dá muito menos trabalho a cozinhar.
Sendo practicante de caça livre ao invés de caça associativa, Tóni não faz nada para repor os animais que chacina por desporto. Para ele a caça é um passatempo.

Senhores praticantes de caça: não é um direito de cada ser humano eliminar a fauna que o rodeia só porque lhe apetece. Existe uma razão para que haja animais no mundo, e essa razão é para que vocês não pareçam tão estúpidos por comparação.
Eu também considero o resto da Humanidade inferior a mim, e no entanto não ando para aí aos tiros a torto e a direito (excepto às terças, quintas, domingos, feriados nacionais, municipais e dias do mês múltiplos de 5).

Se estás a ler isto e és caçador, por favor lembra-te de olhar para dentro do cano da tua espingarda quando a estiveres a limpar.
Se estás a ler isto e eu acabei de descrever a tua família, é pura coincidência. Já agora, os meus sentimentos.


PS: Odeio gordos tanto como odeio magros, e a única razão porque descrevi uma família de badochas foi para reforçar a ideia de fartura. Estou-me pouco lixando se algumas pessoas comem até implodirem com o excesso de massa, ou se fazem dieta até parecerem a Miss Etiópia 1986. Matem-se.